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ISO TS 22000
Publicado em: 12/01/2015
 
A proibição de barba e bigode na indústria de alimentos
 

Volta e meia as empresas para as quais prestamos consultoria nos perguntam: mas afinal, pode ou não usar barba e bigode baseado em legislação? Tem empresas que permitem o uso dos mesmos, desde que cobertos. Outras, são radicais exigem o rosto do seu pessoal lisinho.

Realizei um levantamento dos requisitos legais brasileiros à respeito.  Atenção: o mesmo não se esgota e você deve averiguar com autoridade de sua cidade/estado se não estiver citado abaixo, se há algum posicionamento diferente. Observar também regulamentos específicos por segmento:

 

NACIONAIS

Portaria 368/97 do MAPA: a palavra “barba” não é citada

 

RDC 275/02 da Anvisa: 3.1.3 Asseio pessoal: boa apresentação, asseio corporal, mãos limpas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos (anéis, pulseiras, brincos, etc.); manipuladores barbeados, com os cabelos protegidos.

 

 IN 05/2000: a palavra “barba” não é citada

 

RDC 216/04: para serviços de alimentação, ou seja, para o pessoal do refeitório de qualquer empresa:

4.6.6 Os manipuladores devem usar cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba. As unhas devem estar curtas e sem esmalte ou base. Durante a manipulação, devem ser  etirados todos os objetos de adorno pessoal e a maquiagem

 

REGIONAIS

 

CVS 05/12 (Estado de São Paulo)

Art. 10. Asseio e estética dos manipuladores de alimentos: banho diário; barba e bigode raspados diariamente;

 

Portaria 2619/11 (Município de São Paulo)

15.1

III – Barba e bigode aparados. Os funcionários que possuam barba ou bigode devem utilizar protetor específico e descartável, que deve ser mantido corretamente posicionado. Os protetores devem ser trocados frequentemente durante a jornada de trabalho e descartados imediatamente após o uso.

 

Portaria Nº 78/2009, (Estado do Rio Grande do Sul, não se aplica à Pernambuco)

7.6. Manipuladores dotados de boa apresentação, asseio corporal, mãos higienizadas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos, sem barba ou bigode e cabelos protegidos.

 

RES 002/DIVS/2012 do Estado de Santa Catarina Serviços de Alimentação

4.1.3 Asseio pessoal: mãos limpas, unhas curtas, sem esmalte, sem adornos (anéis, pulseiras, brincos, etc.) e maquiagem. Cabelos presos e protegidos por redes, toucas ou outro acessório apropriado para esse fim, não sendo permitido o uso de barba

 

E você, é a favor da completa proibição da barba e bigode para quem trabalha em contato direto com alimentos?


Leia mais em: http://foodsafetybrazil.com/a-proibicao-de-barba-e-bigode-na-industria-de-alimentos/#ixzz3OeczksN7

 

Juliane Dias

Engenheira de Alimentos e especialista em Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos, pela Unicamp. Atuou em indústrias como Danone, Bimbo e Sadia, na área de produção e Garantia da Qualidade. Tem vivência em implementação e auditorias em países da América Latina, além de haver realizado trabalhos de pesquisa científica em microbiologia de alimentos. Foi consultora credenciada do PAS (Senai). Auditora líder em ISO 9001, BRC Food e FSSC 22000 pelo Bureau Veritas Certification. Foi auditora do programa GMA-Safe pela Food Design. Membro da CEET da ABNT, participando da tradução oficial das normas da família ISO 22000. Docente do curso de especialização em Gestão da Qualidade e Segurança de Alimentos, da Unicamp. Diretora de relacionamento da Flavor Food Consulting e editora-chefe do blog www.foodsafetybrazil.com.